Beatriz Gomes Dias: “Faz diferença termos três deputadas negras?”

A chegada de três negras ao Parlamento corresponde a uma mudança radical. É um choque para um país que se habituou a fingir que não era racista. Mas o facto de ser um choque não deve chegar para nos satisfazer. Em democracia, é necessária a persuasão política. Porque sabemos a quem serve a polarização: a quem, não tendo a maioria dos trabalhadores, sonha representar a maioria dos brancos. Quis o destino que esta mudança acontecesse com a chegada da extrema-direita ao parlamento. Uma não é consequência da outra e mal seria que os Venturas deste país impedissem que as minorias levantassem a sua voz. Mas não podemos ignorar este facto e lidar com ele. Uma das eleitas foi Beatriz Gomes Dias. Nasceu em Dakar, no Senegal, mas tem ascendência guineense. É professora de biologia do ensino básico e secundário, membro da associação SOS Racismo e fundadora e dirigente da Djass – Associação de Afrodescentes. E é, desde o mês passado, deputada do Bloco de Esquerda. É convidada deste episódio gravado há dias ao vivo e com público na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, durante o PODES, primeiro Festival de Podcasts em Portugal.

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Produção: João Martins

Pesquisa: Filipa Vala
Música: Mário Laginha
Ilustração: Vera Tavares