José Pacheco: "A escola que temos serve a sociedade que queremos?"

José Pacheco começou exercer nos anos 70, chegando por esta altura, como professor de substituição, à Escola da Ponte. A sua função era ensinar uma turma de 60 alunos de todas as idades. É nestas condições que iniciou um processo de reflexão sobre a Escola, os alunos, os métodos de ensino. Porque ninguém trabalha sozinho, passou a reunir-se com duas colegas, uma vez por semana, para discutir. Com elas desenvolveu um projeto pedagógico. Aos poucos, as metodologias que iam definindo alastraram a toda a Escola. O processo de aprendizagem é um processo coletivo. Os alunos planeiam as suas próprias atividades e a organização do seu tempo; a aquisição e criação de conhecimento é parte de um processo de crescente autonomia e de responsabilização. Para José Pacheco, a educação “convencional” é ter crianças do século XXI com professores do século XX a trabalhar como no século XIX. Um modelo que não produz conhecimento, que põe os professores doentes e que cria analfabetos funcionais. Por contraponto, propõe uma Escola em que todos se reconhecem em objetivos comuns, em que não se obriga cada um, seja professor ou aluno, a ser igual a todos os outros. Uma escola que estimula a possibilidade de se existir como pessoa livre, consciente e criativa.

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Produção: João Martins

Pesquisa: Filipa Vala
Música: Mário Laginha
Ilustração: Vera Tavares